VESTÍGIOS DA DITADURA: O GRITO DA VOZ SILENCIADA

Memórias de si ...refazendo meus passos 

 

 

 Lucia Teresa Romanholli1

 Laboratório de Educação e República (LER)

Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil

 

Resumo

A presente pesquisa – que se pretende um exercício de memória – buscou sinais, pistas, indícios (GINZBURG, 1989) que identifiquem o que, inicialmente, chamei de marcas da ditadura militar. Não lanço – e nem poderia lançar – um olhar neutro, descompromissado ou não ideológico; procuro por sinais, indícios, pistas de um modo de fazer e estar no mundo, estimulado pelo pensamento hegemônico à época do Estado de Exceção no Brasil, durante a ditadura militar nos anos de 1960 /1970. Para tal, lanço mão de percursos metodológicos cujos caminhos são trilhados com levantamento bibliográfico, observações, conversas e demais técnicas de produção de dados que se fizeram no caminhar da pesquisa, dispensando mapas prévios, pois interessados na fluidez da memória que revela e atualiza marcas.

 

MEMÓRIAS DE SI... REFAZENDO MEUS PASSOS

 

O tempo não tem corrida. As pernas do tempo estão em nós mesmos.

Todas as manhãs a gazela acorda sabendo que tem que correr mais veloz do que o leão ou será morta. Todas as manhãs o leão acorda sabendo que deve correr mais rápido do que a gazela ou morrerá de fome. Não importa se és um leão ou uma gazela: quando o sol desponta o melhor é começares a correr.

 

Mia Couto

  

Neste estudo, reconhecendo que a memória é social – um processo de elaboração que precisa ser organizado a partir das redes de vivências e conhecimento dos sujeitos – e não um lugar de arquivamento de dados, podemos afirmar que as memórias são singulares. Portanto, se constroem socialmente, produzindo as subjetividades dos sujeitos. Dessa forma, torna-se importante ressaltar que um mesmo acontecimento provoca nos diferentes sujeitos, diferentes memórias. Ainda considerando que acontecimentos dão a marca da passagem do tempo, acontecimentos são o que sempre se espera e o que sempre tememos (AUGÉ, 2015).

Assim, remetida a este tempo, o tempo do acontecimento, narro alguns deles no emaranhado da minha própria história em um exercício de redimensionar o mundo e me reinventar nele. Logo, rememoro acontecimentos de meu percurso, exercício de fazer brotar as memórias. Pistas dos atravessamentos que me constituem.

Em – Um Discurso Sobre as Ciências, conferência proferida em 1985/1986, por Boaventura Souza Santos, na Universidade de Coimbra, ele afirma:

 

No paradigma emergente, o caráter auto-biográfico e auto-referencial da ciência é plenamente assumido. A ciência moderna legou-nos um conhecimento funcional do mundo que alargou extraordinariamente as nossas perspectivas de sobrevivência. Hoje não se trata tanto de sobreviver como de saber viver. Para isso é necessário uma outra forma de conhecimento, um conhecimento compreensivo e íntimo que não nos separe e antes nos una pessoalmente ao que estudamos[2]

 

Neste sentido, inicio este capítulo com um acontecimento que possibilitou, em mim, ‘um conhecimento compreensivo e íntimo’, à la Boaventura...

A minha mãe chorou na varanda do nº. 150 da Rua Itajubá, bairro operário de Santo André, onde ela se gabava de receber “O Globo”. Dia 21 de dezembro de 1968, estávamos todos na casa do “nono”, para passar a festa de virada do ano. Naquela época, viajávamos todo final de ano para dar as boas entradas, como falavam os paulistas. Ela chorou e falou com força: - “Cassaram Lacerda”!

Era uma varanda com porta e basculante de ferro e vidro, especialidade da perícia técnica da família italiana de torneiros mecânicos e artesãos no trato com o ferro fundido. Ela – minha mãe – estava sentada no mesmo banco de madeira que servia de palco para a intimidade do recital familiar de fim de ano, aonde nós três – os primos cariocas – declamávamos e cantávamos para o nono, a nona, tios e tias e muitos primos paulistas. A figura de Carlos Lacerda, político bastante controverso, com postura e fala incisiva, por vezes agressiva, porta voz da ‘verdade’, orador adorado pelas mulheres e temido pelos políticos, arauto de uma ordem única, mestre da verdade e dono da Tribuna da Imprensa, povoa minhas memórias. Ao lado da figura de Carlos Lacerda: a varanda, o banco de madeira dos recitais e o choro da minha mãe.

A Lembrança de minha mãe lendo aquele jornal me instigou a buscar aquela noticia. Dos arquivos da minha memória seleciono o desejo de pesquisa, como movimento de descoberta e entendimento. Passados os anos, investigo este jornal não só pela lembrança dos olhos surpresos de minha mãe, mas também pelas janelas da internet, abrindo as noticias de final de dezembro de 1968, passagem de ano, no jornal "O Globo". Portanto tornava-se importante dar sentido ao que trazia minha memória e o que se ocultava naquele afetamento, que estava somente agora, podendo se revelar.

Logo, afetamento no sentido que nos convoca Maturana em seus estudos, acerca da Biologia do Conhecimento, biologia como organização sistêmica acentuando o papel das emoções no viver humano e sua operação na construção do conhecimento. Emoção como o grande referencial do agir humano. Busca por caminhos, fios que podem ser provocações que incomodam, perturbam e nos indagam subvertendo sentidos. Na busca dos sinais e vestígios de Ditadura Civil Militar, as leituras vão desenhando diferentes sentidos ao que já se insinuava como um movimento nessa pesquisa; ver e ouvir o outro deixar-me invadir por leituras, como esta de um artigo da Vasconcelos (2010).

 

Nós nos constituímos na conversação com os outros. Cada um de nós traz as marcas das relações que estabelece e imprime suas marcas nas relações que mantém ao longo da vida. Cada um leva consigo, em seu desenvolvimento, um pedaço da vida daqueles que são parte de suas relações. A conversação em uma comunidade indica não apenas seu pensar, seu domínio explicativo da realidade – religioso, científico, político -, mas projeta o curso de seu viver. Somos o que conversamos, e é assim que a cultura e a história se encarnam em nosso presente (MATURANA, 1998:91). E o que é conversar? Conversar é uma palavra que vem do latim conversare e quer dizer dar voltas com o outro. O que ocorre no dar voltas juntos quando se conversa? [3](p.11). 

Ainda Maturana (1995), lembra-nos que:

cada vez que um ser humano morre, um mundo humano desaparece, muitas vezes de maneira irrecuperável. Isto não é uma banalidade sentimental, é uma realidade biológica. (...) Não sabemos fazer os muros incas porque o último pedreiro que podia fazê-lo ao viver, morreu, e com sua morte acabou uma linhagem da história humana. Talvez se houvesse ficado algum relato... talvez se houvesse sobrevivido algum aprendiz... A falta da prática leva ao esquecimento e à morte, ao fim da história. E quando isso acontece, às vezes um mundo se acaba de forma irrecuperável. Esse é o nosso risco, a morte do presente no esquecimento do passado porque ninguém seguiu a linhagem. Há linhagens que vale a pena seguir. [4]

O que me move vem do passado do tempo, se refaz, cria interrogações e impõe a pesquisa. Escrever é preencher os intervalos. Abaixo, o periódico citado anteriormente:

Já menina gostava daquele mundo dos adultos, das conversas que em meu imaginário, revelavam mistérios. Os adultos diziam: “Vai brincar, isso não é assunto de criança”. A curiosidade me perseguia e eu a perseguia, colocando-me num lugar: o do ouvir atrás da porta, o que permitia saber mais do “mundo interditado”, o mundo dos adultos. Logo cedo aprendi com as histórias dos adultos, que o proibido tinha um porquê. Em minha rememoração, encontro uma criança curiosa em plena ditadura militar.

Naquela família, de três filhos por um curto período: eu, meu irmão gêmeo e minha irmã mais velha, quando próximo aos meus seis anos, chegou mais um menino. Conforme fotografia a seguir.

Ao me permitir fluir essas histórias, o olhar transborda e por vezes me diz mais do mais. Como se olhar para o passado tivesse cheiro, tato e escuta. Naquela ocasião morávamos no Méier, num apartamento térreo, com quintal. Goiabas e mangas brotavam da terra em abundância. Na rua Engenheiro Julião Castelo, de lá se ouvia os gritos dos estudantes e o barulho de bombas e cavalos, vindos do Colégio Estadual Visconde de Cairu, localizado na rua Soares ao final da Engenheiro.

Colégio imponente dos meninos e meninas mais velhos e daquele espaço/tempo, se falava de muitos professores revolucionários, comunistas e alunos "emaconhados" numa prática discursiva de negação do diferente, dês lutas de quebras de direitos. E para Certeau (1994) através da escrita se faz verdades, se produz histórias hegemônicas e se afasta, se esconde históricas contadas. 

 

A origem não é mais aquilo que se narra, mas a atividade multiforme e murmurante de produtos do texto e de produzir a sociedade como texto. O “progresso” é do tipo escriturístico. De modos os mais diversos, define-se, portanto, pela oralidade (ou como oralidade) aquilo de que uma prática “legítima” – científica, política, escolar etc. – deve distinguir-se. “Oral” é aquilo que não contribui para o progresso; e, reciprocamente, “escriturístico” aquilo que se aparta do mundo mágico das vozes e da tradição[5].   

Com quatro anos já havia entrado para a escola e aos cinco ingressei no pré-primário, onde encontrei Dona Brandelina.  Adorava minha professora. Ela era a mais bonita da escola!

Não sentia dificuldade em ler e escrever, apesar de mamãe e D. Brandelina, por vezes, conversarem reservadamente na hora da saída. Essas conversas nunca ouvi: brincava pelo pátio da escola, feliz por ver as duas se falarem... Em minhas memórias, percebo que tinha certeza de que o assunto era sobre mim.

    A avaliação na escola se baseava em notas, os décimos nos classificavam em possíveis medalhas de ouro, de prata e de bronze, entregues em solenidade no auditório da escola lotado por pais, mães, avós, padrinhos. Ah! Havia também o diploma de Honra ao Mérito para as alunas que quase conseguiam uma medalha, o que já me fazia sentir ter cumprido com essa exigência de casa e da escola.

O que nos era cobrado, pela família e pela escola, era ser muito estudiosa – comportamento exigido das meninas. O feminino tinha um lugar nos diferentes trabalhos manuais, na música, nas artes e nos livros.  A cultura era entendida como saber bordar, costurar, confeitar bolos e doces, tocar piano, ler e recitar poesias. Também brincar com as bonequinhas de papel para recortar, panelinhas, velocípede, livros das fábulas de La Fontaine, goiabas brancas e vermelhas no quintal. Este cenário compunha meu mundo infantil.

É... mas as conversas entre D.Brandelina e mamãe falavam de dificuldades. Eu falava errado e como falava, escrevia, trocava as letras. Aprender a ler e escrever, não para mim, mas para elas, não foi tarefa fácil, tinha a fala “tatibitate”.

Quando passei para a 1ª série, D. Brandelina continuou com a nossa turma, prática pedagógica da escola em relação à alfabetização como processo, tal como o feijãozinho no algodão.

A minha felicidade continuava, agora sentava na primeira fila em carteira dupla ora com a Laura, ora com a Dayse. Os problemas diagnosticados na Terapia da Palavra, que provocavam os erros na escrita, não faziam parte das minhas preocupações. Nessa altura, uma vez por semana, mamãe me levava à Terapia da Palavra, sempre muito corrido. Não tenho lembranças do que fazia lá, mas o percurso de ônibus até hoje me traz um estado de euforia.

Ao final da 1ª série, aproximação das provas finais, D. Brandelina me convidou para ir a casa dela, estudar. Não me lembro nem se fizemos algum trabalho ou exercício. Neste dia, o meu aprender a ler e escrever teve gosto de gelatina de morango, com morangos de verdade e creme de chantilly. Assim, passei de ano para a 2ª série, com minha única medalha de prata.

Em minhas memórias, subi as escadas do palco da escola, auditório lotado, segundo lugar da turma de 1ª série. O primeiro lugar era dela, de D. Brandelina que nunca me disse que eu escrevia errado. Sabor de gelatina de morango, com morangos de verdade e creme chantilly!  Sabor de gostar de verdade! Eu aprendia porque gostava, porque era gostoso. Aprendia porque “[...] o conhecimento não leva ao controle. Se o conhecimento leva a alguma parte, é ao entendimento, à compreensão, e isto leva a uma ação harmônica e ajustada com os outros e o meio”.[6]

 

Nesse encontro com a escola – no exercício de atualização da memória – décadas depois, penso que aprendi a ser professora brincando! Brincar de escola era uma brincadeira das meninas. Quadro de giz, de preferência com giz colorido, era presente certo de natal ou aniversário. Presente para estimular o gosto com os estudos.  No quintal, as cadeiras, arrumadas em fileira, já davam o sentido do ensinar. Cadeiras vazias ou cheias, pouco importava.  As conversas com o imaginário já me faziam sentir, sonhar e dizer: quando crescer, quero ser professora.

 

Desta forma, assisti Tia Isis ensinar meu irmão mais novo a ler e escrever, a juntar pedaços de palavras, num caderno que tinha na capa a estampa de uma menina e de um menino bem lourinhos e, na contracapa, um dos hinos que devíamos decorar. Sem esquecer o caderno de caligrafia, como também muitas histórias e fábulas.

 

Passagem de Tempo... O Tempo Não Para

 

A seguir, falo do Curso Normal no Instituto de Educação, que iniciei em 1974. Eram tempos da Ditadura Militar e tudo se deu em meio a várias campanhas e ao surgimento do Mobral – Movimento Brasileiro de Alfabetização. Tempos em que a escola pública não era direito de todos, não havia escolas suficientes.

 

Nos dois últimos anos do Curso Normal, no IERJ, a alfabetização enquanto disciplina curricular se fez presente. A questão técnica parecia o caminho: a aplicação de exercícios preparatórios nos daria a garantia de sucesso na alfabetização. Nesse sentido, ouvíamos nessas aulas que as crianças deveriam ter um período preparatório, com exercícios de desenvolvimento motor, percepção auditiva, percepção tátil, percepção visual, coordenação viso-motor, figura-fundo, constância de forma, posição e relação espacial. Estas eram etapas a serem galgadas, da suposta menor, até ao que era compreendido como maiores dificuldades. O mundo tinha uma ordem! E a nós normalistas eram passadas um conjunto de regras, uma espécie de “manual” de como ensinar.

 

O que nos era ensinado é que as crianças, para as quais estávamos sendo preparadas para alfabetizar, seriam pobres e teriam dificuldades cognitivas, por falta de alimentação na primeira infância.  Dessa forma, mais um ensinamento do “manual”, alfabetizar só seria possível após a merenda - uma orientação repetida diversas vezes para as futuras professoras.

 

    No ano de 1977, com 17 anos de idade, normalista, recém formada, passei no concurso da prefeitura do Rio para o magistério, o que me permitiria lecionar do Jardim de Infância à então 4ª série. Assim, fui lotada na escola Classe em Cooperação Morro do Catumbi. A escola ficava no alto do Morro da Mineira e, na prática, funcionava em salas improvisadas, cedidas pela Igreja Católica. Através de convênio de cooperação, cabia à prefeitura a manutenção de pessoal, merenda e material didático. 

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[1] Mestre em Educação pelo ProPEd/UERJ. Professora do Ensino Fundamental do Município do Rio de Janeiro. Pequisador do Laboratório de Educação e República (LER) do Programa de Pós-graduação em Educação (ProPEd) da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (EDU/UERJ).

[2]  Boaventura Souza Santos.. Um discurso sobre as ciências. 7.ed.Porto: Afrontamento, 1995, P.53.  

[3] Geni A. Nader Vasconcellos.Diálogos com Humberto Maturana: Interpelações sobre ética. Rio de Janeiro: Revista Tessituras. htpp://www.docentesfsd.com.br - ISSN: 2177-0441 - Número 1 - Maio 2010, p. 11

4] Humberto Maturana. Emoções e linguagem na educação e na política. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998, p.77. 

[5] Michel Certau. A Invenção do Cotidiano. Petrópolis. Rio de Janeiro: Vozes, 1994, P. 204. 

[6] Humberto Maturana. Emoções e linguagem na educação e na política. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998, p.55

 


 

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